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Você sabia que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e que 17,9% já são obesos? Sim, e a pior notícia é que esses valores aumentam a cada ano, preocupando cada vez mais os profissionais que cuidam da saúde.

Mas para falar quais são os problemas associados ao excesso de peso e à obesidade precisamos entender, primeiramente, o que são! O critério utilizado para estabelecer se uma pessoa está dentro ou fora de seu peso ideal é o Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo-se o peso pelo valor da altura ao quadrado, ou seja, a altura multiplicada pelo valor da altura novamente. Se este valor de IMC estiver acima de 25, significa que o individuo apresenta o excesso de peso. Caso o valor calculado ficar acima de 30 indica que este já é obeso.

O excesso de gordura no corpo pode trazer diferentes consequências à saúde. Dificuldade de locomoção, dores articulares até complicações mais complexas, como aumento do risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares, são algumas destas.

Como muitos já sabem as gorduras não são todas iguais e, no nosso corpo, a região em que ela se acumula irá dizer se ela é mais ou menos prejudicial à saúde. Aquela acumulada na região central do corpo, ou seja, a gordurinha da barriga, é a pior delas, principalmente se estiver dentro da cavidade abdominal, conhecida também como gordura visceral. Já a gordura que fica acumulada na região subcutânea, ou seja, mais abaixo da pele (o “pneuzinho” que conseguimos apertar com as mãos), não representa tanto risco.

O tecido gorduroso do corpo, chamado de tecido adiposo, produz uma série de substâncias, conhecidas como adipocitocinas, que em excesso, são capazes de gerar processos inflamatórios no organismo, que aumentam o risco de desenvolver doenças do coração, além de prejudicar a ação da insulina, elevando, assim, a quantidade de açúcar no sangue, que, em longo prazo, pode desencadear o diabetes mellitus tipo 2. E, quanto maior a quantidade de gordura acumulada na região, maior a produção destes compostos.

Por isso, é fundamental prevenir o ganho de peso excessivo, a fim de evitar o desenvolvimento da obesidade. Mas como essa é uma doença que depende de vários fatores para acontecer, é preciso ter cuidados com a alimentação, além de aumentar a prática de exercícios físicos diariamente. Assim, diminuir o consumo de alimentos ricos em calorias e pobres em nutrientes essenciais, além de realizar 30 minutos de atividade física, 5 vezes na semana, são algumas dicas que irão colaborar para a manutenção de um peso saudável e adequado ao longo do tempo.