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No dia 14 do mês de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes. A data foi criada pela IDF (International Diabetes Federation) em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 1991, em resposta às preocupações com o crescente avanço da doença. Em 2007 ela tornou-se oficial pela ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo de incentivar os governos a praticar ações de promoção da saúde, que vão desde conscientizar sobre os sinais da doença até ações visando reduzir os principais fatores de risco.

A cada ano, o Dia Mundial do Diabetes é centrado em um tema relacionado, direta ou indiretamente, ao diabetes. No Brasil, a Campanha é organizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), com o símbolo de um círculo azul. A cor simboliza o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países. E a escolha da forma retrata a união. A comunidade global de diabetes se juntou para dar apoio à Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes. Entre no site e conheça melhor a campanha: http://www.diamundialdodiabetes.org.br/.

O diabetes é uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo. Um estudo recente analisou dados de 199 países e estimou que o número de pessoas com diabetes mais que dobrou nas últimas três décadas. Atualmente o número de diabéticos já supera os 250 milhões e a IDF estima que o número total de pessoas com a doença em 2025 pode alcançar os 380 milhões. O Brasil está em 5° lugar no ranking, com 7,6 milhões de casos, sendo que 22,1% de sua população acima dos 65 anos é diabética.

A doença é caracterizada pela decorrência da falta de insulina e/ou incapacidade deste hormônio de exercer adequadamente seus efeitos. O diabetes tipo I ocorre quando as células que produzem o hormônio são destruídas, dessa forma os pacientes têm que tomar injeções diariamente. No tipo II, o qual se acredita que seja responsável por 90% dos casos, há uma resistência à insulina que pode ser acompanhada, ou não, de uma queda em sua produção. A insulina é a substância responsável por fazer o açúcar do sangue entrar nas células do nosso corpo e, quando esse processo falha, aumenta a glicemia e alguns sintomas podem aparecer como: sede excessiva, aumento da frequência urinária e aumento da fome. Quando não devidamente controlada, essa hiperglicemia pode levar a sérios problemas como: cegueira, nefropatia diabética (alteração dos rins) e insensibilidade dos pés. Por isso, fique atento e faça exames periódicos.

O diabetes tipo I é uma doença auto imune, ou seja, nesse caso nosso corpo para de reconhecer as nossas próprias células e começa a ataca-las. Não é conhecida nenhuma forma de prevenção para esse tipo de doença. Para o tipo II, além de fatores genéticos, há vários fatores de risco como obesidade, inatividade física, idade avançada dentre outros, que podem contribuir para o surgimento. Manter uma alimentação saudável, um peso adequado e a prática regular de exercícios são formas que, sabidamente, afastam as chances de desenvolver a doença. Contudo o Brasil apresenta metade da sua população acima do peso; menos de ¼ da população consome a quantidade recomendada, pela OMS, de frutas e hortaliças; e quase metade (49,4%) realiza atividade física abaixo do indicado.

Procure incluir hábitos saudáveis na sua rotina e tomar uma iniciativa diferente e cuidar da saúde. Finn colabora para o sucesso da população nessa jornada oferecendo maneiras de trazer o sabor doce para o seu dia a dia sem calorias e sem riscos.

Referências bibliográficas:

DANAEI, G; FINCAUNE, MM; LU, Y; SINGH, GM; COWAN, MJ; PACIOREK, CJ; LIN, JK; FARZADFAR, F; KHANG, YH; STEVENS, GA; ET AL. National, regional, and global trends in fasting plasma glucose and diabetes prevalence since 1980: systematic analysis of health examination surveys and epidemiological studies with 370 country-years and 2•7 million participants. Lancet 2011; 378: 31–40

FRANZ, MJ. Terapia Clínica Nutricional no Diabetes Melito e Hipoglicemia de Origem não Diabética. In: Mahan, LK; Escott-Stump, s. Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 10ª Edição. São Paulo: Rocca 2002

Vigitel Brasil 2013: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília : Ministério da Saúde, 2014.