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O Diabetes Mellitus é um dos mais graves problemas de saúde pública, pois contribui com 40% das doenças cardiovasculares, que são a principal causa de mortalidade no mundo (IDF-2003). Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para a qualidade de vida do paciente diabético.

A alimentação e o diabetes estão diretamente relacionados. Durante o processo de digestão, os carboidratos presentes nos alimentos são quebrados em partículas menores e transformam-se em glicose, a forma mais simples do açúcar, para que possam então entrar na corrente sanguínea. Produzida pelas células beta do pâncreas, a insulina é o hormônio responsável por retirar essa glicose do sangue e deixá-la entrar nas células, a fim de fornecer energia para o funcionamento do organismo.

O Diabetes mellitus é uma doença crônica causada pela falta parcial ou absoluta da insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelas células beta do pâncreas torna-se insuficiente, a glicose não é absorvida e fica circulando pela corrente sanguínea, o que provoca o aumento da glicemia.

O Diabetes Mellitus pode ser classificado de duas formas:

Diabetes Tipo 1: é considerado o Diabetes da infância e juventude e atinge aproximadamente 5% do total dos pacientes diabéticos. É caracterizada como doença auto-imune, pois há uma auto-destruição das células beta do pâncreas que produzem insulina. Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não é possível "reativar" as células produtoras de insulina no pâncreas. Uma dieta equilibrada, com controle da quantidade de carboidratos e açúcar ingeridos, além de injeções diárias de insulina, são necessários para o tratamento durante toda a vida do diabético;

Diabetes Tipo 2:é considerado o diabetes do adulto e é responsável por 95% dos diabéticos. Esse tipo de diabetes é de 8 a 10 vezes mais comum que o Tipo 1, acometendo 10% da população, especialmente indivíduos na faixa dos 30 a 69 anos. Em alguns casos recém-diagnosticados, a doença pode ser controlada com dieta e exercícios físicos; em outros, um tratamento mais rigoroso com medicamentos orais (hipoglicemiantes) é necessário. Em fases mais avançadas e em pacientes de difícil controle, o uso de insulina é recomendado. Sabe-se que o Diabetes Tipo 2 possui fator hereditário maior do que o Tipo 1. Além disso, há forte relação com a obesidade e o sedentarismo, ou seja, com o estilo de vida.

Sintomas

Uma das conseqüências de não conseguir utilizar a glicose proveniente da alimentação é a fome constante (polifagia) e perda peso. Os sinais e sintomas mais freqüentemente observados relacionados ao Diabetes Mellitus são:

• Sede excessiva;
• Aumento no volume de urina;
• Surgimento do hábito de urinar à noite;
• Fadiga, fraqueza, tonturas;
• Visão embaçada;
• Dificuldade de cicatrização;
• Formigamento, dormências e dores nas mãos, pernas e pés;
• Pressão alta.

Como diagnosticar

A glicemia de jejum é um exame que mede o nível de açúcar (glicose) no sangue. Em jejum, os níveis de glicemia variam de 70 a 99 mg/dl. Valores acima deste intervalo são considerados anormais e precisam ser investigados para avaliar a suspeita de diabetes. Vale lembrar que nem sempre a glicemia elevada causa sintomas, sendo essencial realizar exames de rotina e consultas periódicas com o médico como medidas de prevenção.