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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima 347 milhões de casos de diabetes em todo o mundo, o que representa cerca de 5% da população mundial. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que 7% da população apresenta diagnóstico de diabetes, enquanto praticamente 1 em cada 4 brasileiros (24%) são hipertensos. Pesquisas apontam ainda que 2 em cada 5 diabéticos também apresentam hipertensão.

Diante destes números, a dúvida é: quem tem diabetes tem maior risco para a hipertensão? Sim, e esse risco elevado para o desenvolvimento da doença acontece porque pacientes diabéticos com a glicemia (taxa de açúcar no sangue) não controlada, tem aumento na secreção da insulina pelo pâncreas. A insulina é o hormônio responsável por permitir a entrada do açúcar nas células para uso como fonte de energia. Em níveis elevados, ela aumenta a retenção de sódio no organismo, contribuindo para o desenvolvimento de hipertensão arterial (HA).

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a hipertensão ou a “pressão alta” é caracterizada pela pressão nos vasos sanguíneos acima dos valores considerados normais, que são valores iguais ou maiores que 140/90 mmHg ou 14 por 9. Para pessoas que tem já tem diabetes, o ideal é manter os níveis de pressão abaixo de 130/80 mmHg ou 13 por 8.

A maioria das pessoas que têm pressão alta não apresenta sintomas, por isso é importante medi-la regularmente. Em casos sintomáticos, os sinais mais comuns são dor de cabeça, falta de ar, tontura, dores no peito, palpitações no coração e sangramento nasal. A hipertensão está fortemente associada à doenças do coração e seu controle é essencial para prevenção de complicações.

A boa notícia é que os cuidados tanto da hipertensão como do diabetes incluem a adoção de medidas simples no estilo de vida, e quando necessário o uso de medicamentos. Desta forma, pacientes diabéticos devem procurar manter os níveis de glicemia normais e ter cuidado redobrado com o sal da alimentação. A recomendação da OMS para o consumo de sal é de 1 colher de chá (5g) por dia, o equivalente a 2.000mg de sódio. Pequenas atitudes como não deixar o saleiro à mesa durante as refeições; trocar o sal por temperos naturais; evitar alimentos embutidos como salame, queijo processados e salsicha; e ficar atento ao rótulo dos alimentos contribuem para a redução da quantidade de sódio na dieta e prevenção da doença.

A atividade física também contribui para manter os níveis açúcar do sangue e de pressão em valores controlados, sendo que a prática diária de exercícios por 30 minutos já reflete em benefícios para a saúde do coração. Procure sempre um profissional da saúde para a orientação do tratamento e adote um estilo de vida saudável, o coração agradece.

Para saber mais dicas sobre como viver bem com o diabetes, acesso o link: VIVER BEM COM A DIABETES

REFERÊNCIAS:

1- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção de Saúde. Vigitel Brasil 2012: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 136 p.: il.

2- Freitas Lúcia Rolim Santana de, Garcia Leila Posenato. Evolução da prevalência do diabetes e deste associado à hipertensão arterial no Brasil: análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 1998, 2003 e 2008. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília. 2012; 21(1):7-19.

3- Standards of Medical Care in Diabetes – 2009. Position Statement. Diabetes Care 2009; 32, Suppl 1: S13–S61.

4- Organização Mundial da Saúde. Fact sheet: Diabetes. 2013. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs312/en/ Acesso em: Abril 2014

5- Organização Mundial da Saúde. Q&As on hypertension. 2013. Disponível em: http://www.who.int/features/qa/82/en/ Acesso em: Abril 2014