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O maior objetivo com relação à alimentação do diabético é evitar com que o açúcar do sague aumente ou diminua muito e, para isso alguns cuidados são necessários. Alimentos ricos em carboidratos são os principais combustíveis para o bom funcionamento do cérebro, mas é muito importante prestar atenção na sua qualidade, dando preferencia às versões integrais, ricas em fibras alimentares. Isso porque as fibras ajudam a controlar a quantidade que açúcar que é liberado dos alimentos, evitando seu aumento brusco no sangue. Além disso, as fibras ajudam no controle da fome, pois reduzem o tempo de digestão, o que favorece maior sensação de saciedade.

Por isso, procure substituir os cereais refinados, como pão, macarrão, arroz, pelas suas versões integrais. Adicionar farelo de trigo no feijão, couve flor picada no arroz, cenoura ralada no molho de tomate, farelo de aveia no iogurte são dicas que podem te ajudar a turbinar a sua dieta com as fibras. E não se esqueça de consumir pelos menos 5 porções de frutas, verduras e legumes todos os dias.

Outro nutriente que merece atenção é a gordura. Isso porque os diabéticos estão mais suscetíveis ao desenvolvimento das doenças do coração, portanto é importante controlar seu consumo, principalmente das gorduras do tipo saturadas, encontradas nos produtos de origem animal. Assim, procure consumir as versões desnatadas de leite e derivados, além de cortes mais magros de carnes, como peito de frango, patinho, filé mignon e os peixes, ricos em ômega 3, um tipo de gordura que protege a saúde do coração. Tente incluir a sardinha, o atum ou o salmão, pelo menos, 3 vezes na semana.

O açúcar é outro nutriente que precisamos ficar de olho. Uma alternativa para quem não quer abrir mão do sabor doce dos alimentos são os adoçantes não calóricos, que estão disponíveis em diferentes formas e com substâncias diversas. A sacarina, o aspartame, a sucralose e a stévia são algumas opções e a escolha depende do seu paladar, uma vez que todas elas possuem a segurança comprovada pelos principais órgãos regulatórios do Brasil e do mundo.

Além dos nutrientes consumidos, os horários das refeições também devem ser respeitados, pois longos períodos em jejum podem provocar o descontrole da glicemia, além de favorecer o consumo de alimentos calóricos e gordurosos.

Praticar exercícios físicos também ajuda a controlar melhor o açúcar do sangue, mas procure sempre o acompanhamento de um médico ou nutricionista. Com pequenos ajustes é possível ter uma vida norma e saudável.

Referências bibliográficas:

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2014-2015/Sociedade Brasileira de Diabetes [organização José Egidio Paulo de Oliveira, Sérgio Vencio] – São Paulo: AC Farmacêutica, 2015.